Inovação – A preservação dinâmica de órgãos através da máquina de perfusão hepática ex situ

Inovação – A preservação dinâmica de órgãos através da máquina de perfusão hepática ex situ

Órgãos de doadores com esteatose, órgãos expostos a tempos prolongados de preservação, órgãos de doadores idosos ou órgãos de doadores de coração parado são todos mais vulneráveis a lesão de preservação (isquemia-reperfusão) e, portanto, são chamados de órgãos de doadores de critérios estendidos.

Os parâmetros definidores dessa categoria de órgãos podem variar ligeiramente entre os centros, embora, consistentemente, estejam associados a taxas mais elevadas de disfunção do enxerto e menor sobrevida pós-transplante. Apesar dos resultados inferiores, sua utilização é necessária para enfrentar a escassez de órgãos de doadores para transplante. Embora os cirurgiões transplantadores não tenham controle sobre essas características de doadores, eles podem considerar alternativas para preservar melhor ou mesmo recondicionar esses fígados limítrofes antes do transplante.

A utilização mais ampla desses órgãos nos últimos anos, como uma consequência natural da mudança demográfica da população de doadores, excedeu as capacidades de preservação do tradicional armazenamento a frio estático em gelo; e a preservação dinâmica de órgãos, através da máquina de perfusão ex situ do fígado, é considerada um possível método alternativo de preservação.

O uso dessa técnica pode oferecer diversas vantagens em relação à preservação estática no gelo, com preservação superior de órgãos, através da (1) limitação da isquemia (ausência de oxigênio para o órgão) durante a preservação; (2) a avaliação da função do órgão antes do transplante; e (3) a possibilidade de melhorar ou reparar órgãos altamente vulneráveis. No entanto, os benefícios podem variar entre diferentes modalidades de máquina de perfusão; portanto, esses protocolos são frequentemente vistos como divergentes ou até mesmo competitivos neste momento.

Conheça mais sobre a preservação dinâmica de órgãos através da máquina de perfusão hepática em alguns dos nossos artigos seguindo os links abaixo:

https://www.wjgnet.com/2220-3230/full/v9/i1/14.htm

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5945712/pdf/40472_2018_Article_188.pdf